☞ Navegue clicando: cada ilha, monstro e boia conta sua história. Cada ponto na ilha é um conceito do banco. Passe o mouse para ver o nome, clique para abrir a ficha.
Cada ilha é uma das 15 grandes perguntas (G1 a G15). O tamanho cresce com o número de sondagens (perguntas atômicas) que o instrumento faz ali, e cada ponto na ilha é um conceito: passe o mouse para ver, clique para a ficha. A cor do ponto indica a idade do conceito (verde estabelecido, primário emergente, ferrugem experimental).
Toda ilha tem três terrenos: a praia P1 (conhecer), o interior P2 (fazer) e o pico P3 (articular). Fluência é escalar a ilha, não apenas avistá-la. Use a bússola para filtrar por profundidade.
Os mares são as famílias: Fundamentos (noroeste), Agêntico (nordeste), Qualidade e Risco (sudoeste), Organização e Gente (sudeste). No centro, o Farol: o diagnóstico que ilumina onde o navio realmente está.
Cada monstro é um anti-padrão documentado com naufrágio registrado em 2025/26: o Kraken da Tripla Letal, as Sereias da Atrofia, a Névoa do Shadow IT, o Redemoinho do Custo, a Miragem da Percepção e os Recifes dos Benchmarks. Clique para conhecer as vítimas.
A leste ondula a Crista da Onda: o estado da arte. Além dela, o mar inexplorado onde flutuam os conceitos experimentais. A cada cerca de 3 meses a crista avança: 78% desta carta precisará ser relevantada em 6 a 18 meses.
É a viagem da Codéia, a empresa-modelo do Manual: zarpa do porto, passa pelas boias Q1E e Q2E (os questionários), encontra o Kraken, fundeia para o plano de letramento e segue rumo à crista. Clique nas boias.
Num mar onde a própria crista se move, um número só engana: a empresa pode melhorar e ver a nota cair, apenas porque a fronteira avançou. A leitura defendida pela cartografia separa as duas medidas, é a crítica mais construtiva que esta carta faz ao instrumento que hoje publica um índice único.
O índice absoluto. Quanto a empresa já construiu desde o porto: vocabulário, prática, princípios. Não decai sozinho, ninguém "desnavega" milhas. PME brasileira na primeira sondagem marca tipicamente 15 a 25, é linha de base, não vergonha.
O gap à fronteira. Quanto falta até o estado da arte, que se move sem pedir licença (ponderado pela recência dos conceitos). Pode crescer mesmo quando a empresa avança. Saber qual dos dois números mudou é saber se o problema é o navio ou a maré.
"Fluência não é maturidade. Fluência é movimento."
Fragmentos do diário do consultor-navegador durante a travessia da empresa-modelo (software house do Recife, cerca de 40 devs, 6 squads). Os fatos são os do Manual v5.2.
Zarpamos. O capitão (CTO) jura que a tripulação "está fluente, todo mundo usa Cursor". Anotei no caderno: presença de ferramenta ainda não é fluência. A carta dirá.
37 sondagens em 25 minutos. O capitão desconhecia mais nomes do que admitia: context rot, golden dataset, tripla letal. Primeiro radar içado ao mastro.
Vasculhamos o porão (o repositório). "Temos Cursor" era "compramos licença". Nenhum AGENTS.md. US$ 8 mil/mês em tokens sem cache. A prática não confirma o discurso.
Avistamos o Kraken. O agente do cliente fintech nada com os três tentáculos ao mesmo tempo: dados privados, conteúdo estranho dos tickets, canal aberto pro Slack. Recolhemos as velas, setup pausado até a revisão dos MCPs.
Plano de letramento: AGENTS.md içado em todos os repos; um dia por semana remamos sem IA (cera nos ouvidos contra as sereias); primeiro golden dataset pescado em uma semana, 30 exemplos reais, dois marujos rotulando.
Perguntamos à tripulação inteira, não só ao capitão: 6 de 40 conhecem AGENTS.md; 0 de 40 explicam a tripla letal. A miragem do capitão se desfez no ar. É para isso que serve perguntar a quem rema.
O sistema lembrou das respostas antigas e perguntou só o que mudou em nós e no mundo. Milhas navegadas: subimos. A crista? Também se moveu. Mas agora medimos as duas coisas, e o pico das ilhas (P3) já aparece no horizonte.